Apagar
Deletar
Reduzir a nada
Um lixo a mais... Um lixo a menos... E daí?!
Não quero mais fazer planos
Não quero saber o que a vida tem pra me oferecer amanhã
Basta-me hoje.
Cansei de lero-lero
Cansei de fantasias alucinógenas errôneas e fantasmagóricas
Chega de futuro, chega de profissão.
Que bata comigo quem não tiver medo
Que ande do meu lado quem tiver coragem de mudar o destino.
Quem tiver coragem e força
Quem tiver amor...
Desejo cada dia mais a solidão!O fato de estar sozinha!A constatação de que tudo depende simplesmente e unicamente de um eu que ainda desconheço, que no exato momento ainda não alcanço!Fico então perplexa comigo mesma, mas desejo!Quero!Ainda não posso falar o porquê, não me perguntem!Deixem-me de lado!Esquecida, acompanhada por vários eu’s!Pedaços de mim falecidos pelo caminho, corpos....Me calo e maltrato!Penso.
Pronto!
Sou melhor com as palavras, é isso e talvez seja sempre isso.As palavras e os sentimentos que são meus comigo mesma, um individualismo exacerbado!Mas sempre para com o outro, para o outro, com o outro...Me sinto só!Sempre só!Deixe-me sentir menos meu Deus!menos e um pouco menos, sempre menos!retire de mim esse dia-a-dia covarde, arranque a angustia de sempre querer, é só esse o meu pedido.
Se as pessoas percebessem que o amor é a coisa mais linda e simples do mundo...Nada mais!O amor é difícil, é alma, eu e o outro, um emaranhado de sentimentos confusos.O amor é lua, sol, chuva, vento, calor....O amor é choro, solidão, medo....O amor é poesia, sentido, esperança....O amor traz a vida de volta....O amor arranca, arranha e corta....O amor é pureza, é criança, é humano
“Um ser Humano é o meu amor”
A vida exige de mim mais do que eu posso dar.....
“DEPRESSÃO, A EPDEMIA SILENCIOSA DO SÉCXXI”
Temos medo de viver o presente. O presente expõe, viver o agora dói. È mais fácil falar do que aconteceu e ficar dizendo do que vai ser feito, porque nesse instante elimino o presente.Extirpo a responsabilidade de ser.O compromisso de estar e a exposição de existir dizer e querer nesse exato momento agora.
Simplesmente Antonieta
Estavam todos na sala.Antonieta se revirava dentro do vestido que não cabia.Não sei fazer poesia, muito menos escrever assim formatadamente, fico a perceber as pessoas, aguardando o momento certo de agir, guardando na boca os sentimentos e dentro da minha cabeça vazia um monte de formas irreais.Todas dentro de si, eu não quero mais dizer a vocês como estou, não quero me colocar dentro de um vestido roxo, sem decote, arrebentem os meus botões.Dizia Ela...
Era assim, Antonieta não se cabia, tentando fazer com que as pessoas a entendessem, começou a falar das alegrias da vida e desesperadamente começou a rir:
-Comecei a rir, e ria com uma força profunda que vocês não saberiam o mensurar o tamanho.Eu ria e ria, que a forma do meu rosto começou a se desfazer, o meu corpo se contorcia e eu gritava como era bom viver e o quanto eu era feliz.Foi se desfazendo as formas, me transformei em algo que não acreditava, ria e gritava, falava.Ria de uma maneira doentia, sofrida...Desfaleci de tantas risadas.No fim estava fumando um cigarro e não me cabendo em lágrimas.
E assim todas as pessoas da sala chegaram a uma solução simples, para uma reação simples e uma pessoa simples.
-Então?....Vocês gostam de Cuba?
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