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AME.


Foi só por uns segundos!

Hoje eu cansei da vida, por um instante eu cansei. Por alguns segundos eu tive a certeza de que não vale a pena, eu vislumbrei o fracasso do outro. Eu duvidei de tudo e não acreditei em nada. Eu desiste de fazer planos, joguei fora todas as vontades. Arranquei das minhas paredes as metas, botei fogo no amor e desiste de confiar. Mas foi só por alguns segundos, depois eu fechei os olhos e fingi que estava tudo bem, tudo muito bem, muito bem, muito bem, muito bem....digo e repito, de olhos bem fechados:

  • Tudo muito bem, muito bem, muito bem.

    Te desejo uma fé enorme Caio!



Escrito por Ladyday às 13h27
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HUMANIDADE

Não sei mais no que acredito, ou porque acredito. Perdi a fé na humanidade, são poucos os momentos em que respiro, o restante parece ser um constante estado de coma. Não pego mais no sentido, ele me escapa como água, como um vento mal feito, uma folha que se espedaça. Acordo, como, compulsivamente eu como. Tentando assim ocupar os buracos, não ocupáveis, que me habitam. Não nos amamos mais, desaprendi as coisas do amor, tenho medo e respiro. Me sufoco sem saber pra onde, carrego nas mãos essa secura inigualável, caio constantemente dessas escadas mal construídas. Sinto uma solidão que no fundo não sinto, que em mim já é como um estado inalterável, por mais que se ocupe, que se tenha no espaço pessoas, que se tenha na alma outras almas, parece que a solidão persegue, onde menos se espera ela habita. A noite é pior, a noite é escura, silenciosa e cheia de algo que me escraviza. Não acredito mais na humanidade. No que foi que me tornei? O que é isso que sou que nem mesmo eu sei?Queria fazer, mas não faço. Queria dizer, mas não digo. Queria estar, mas não estou. Queria tanta coisa, mas a realidade se mostra outra. O mundo me oprime, perco as rédias dos meus prazeres e acabo adentrando naquilo que não me é. E porque?Perdi a crença na humanidade. Talvez por não acreditar em mim não acredito em ninguém, não acredito em nada. Parece-me tudo subvertido ao tédio e a farsa. O não amor. O não estar. O não. Tanto negativismo pra que?Porque?Inútil estado de crenças. Nos perdemos de nós, a humanidade se constrói sob o desvencilho, o individualismo e o julgamento alheio. Sou complexa, contraditória e desestabilizada-desesperada. Falo de mais. E pra que?E porque?Não sei.... Desejo uma leveza doce que não encontro. Talvez a complicação esteja mesmo em mim. Talvez não haja solução, talvez tenha que ser assim... O fato é aceitar a luta e seguir em frente, sem saber o nome do vencedor. Sem continuar sabendo de nada, simplesmente continuar, mesmo sem saber pra onde, mesmo sem saber o porque. Me perdi de mim, escapei da minha humanidade, e não há nada mais desesperador que ouvir a chuva da janela, principalmente nesse estado....

 

Te amo.



Escrito por Ladyday às 23h09
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CAVALGADURA

Como se ainda repousassem nos seus olhos alguma esperança.

Como se ainda esperasse de algo alguma coisa.

Como se ainda o telefone pudesse tocar sem que ela esperasse

Como se ainda pudesse senti-lo e junto de si acreditar

Como se ainda não tivesse se perdido

Como se ainda carregasse no peito uma fé no amor

Como se ainda acreditasse na vida

Como se ainda estivesse viva pra colar os cacos

Como se ainda lhe restasse alguma força pra aguar as plantas

como se ainda valesse a pena....

Ela continuava.



Escrito por Ladyday às 23h39
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UM VESTIDO BRANCO

 

Com um vestido branco.

Com seu novo vestido branco Estella paralisou frente ao espelho. O coração palpitava, a boca vermelha deixava escorrer o mais gostoso da saliva cansada. Ela era. No quarto fechado frente ao espelho ela se desnudava. Junto de si percebia o mais sincero que era ser. Arrepiava os pelos, suspirava feito menina pronta para a formatura. Uma moldura embelezando seu corpo envelhecido e marcado pelo tempo. Nesse dia ela não chorou, não que estivesse feliz, Estella simplesmente estava. Era. Aceitava de si a beleza mais pura, a felicidade mais cara. Permaneceu a madrugada toda dentro do vestido branco. Sentada na cama ela fumou vários cigarros e ouviu a mesma música. Não precisava de mais nada, aquele instante solitário bastava, ela estava com ela, ela desejava ela, Estella sentiu prazer em vê-la daquela maneira. Ver-se e aceitar o corpo velho dentro do novo vestido branco. O que são os dias?O que é o tempo?A vida se encarrega de colocar nas mãos novas etapas, novos presentes. O relógio corria. Amanheceu!Depois de voltar com o vestido para o armário Estella não se reconhecia mais. Escureceu-se mais uma vez sua pobre alma. Outra vez voltou a si, e não era mais aquele si desejável, não era mais aquele eu que tanto a preenchia por dentro como se preenchem os amantes quando se olham. Não! Lavou a louça e voltou pra casa, aquela mulher de vestido branco se trancou no armário, e nos corredores sujos e mal quistos Estella se embriagou da roupa de sempre, seu velho vestido rasgado, de um verde meio sujo, de uma gola meio acabada. Entrou no quarto e o espelho já não refletia, naquele momento ela chorou, chorou como se tivesse perdido a vida. Vezenquando, com fadiga de tanta morte, Estella abre o guarda-roupa e retira da sacola o vestido e passa a noite se amando.... mas infelizmente isso é só vezenquando.



Escrito por Ladyday às 20h18
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Sorte!

 

No meio daquela noite eu te comi, te comi na piscina enquanto todos se escondiam da lua no lado de dentro da casa. Eu te comi, você me comeu... E sem palavras a gente se entendeu tanto. Eu tava doída, machucada. Você me afundou na água e foi lindo aquilo tudo, foi lindo tanto querer. Você me comeu e eu quis, desisti, parti. Apaguei a vela na sua cara, arranquei a toalha do arame e fugi. Você ficou ali, com um pedaço do meu sexo na sua mão, e eu saí sem nada....nada....absolutamente nada. Que sortuda eu....eu...eu....eu



Escrito por Ladyday às 19h09
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Dois

 

 

Quero o silêncio mais limpo

As pessoas mais caras

Os papéis mais baratos.

Quero que você apareça

Me esqueça

Me entenda

Não me deixa assim...

Não me deixa

Me deixa

Já perdi tanto meu amor

E não quero perder você

Só não esquece

Nem que seja só um pensamento

Poderia ter te amado pra sempre, mas agora, vá!

Eu simplesmente não quero mais escolher te amar.



Escrito por Ladyday às 19h01
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Uma carta para:

 

Para um amor...

 

 

 

Por favor, leia em um dia calmo, em um dia bonito, em um lugar afastado, com o coração aberto... Leia com amor!!!!

 

Coloque Billi Holiday de fundo, sentei na sombra, em um lugar repleto de árvores e um silêncio de passarinho ajudando a compor essa minha falta. Com um cigarro na mão e um aperto no coração eu te escrevo. Não sei dar tempo as coisas, porque esse meio sempre me angustia, ou é ou não é. Ou a gente escolhe ou cai fora e muda de porta. O corredor é frio, não tem cama, nem comida, nem amigos. Meu peito tem doído a dias. Sobe sempre um frio na espinha e inicia-se uma tremedeira que vem não sei de onde quando o assunto é nós dois, meus olhos se apertam em lágrimas e eu choro e vivo toda essa falta. Já perdi muito, perdi muita coisa e sempre tento até a última gota, até o último instante porque no fundo, pra mim, sempre resta uma esperança. Uma mulher que acredita!Eu acredito na vida, acredito nas pessoas e principalmente, acredito no amor. Você foi uma das coisas mais lindas que me aconteceu, quantas vezes do seu lado eu desejei a morte, mas uma morte bonita porque eu não precisava viver mais nada, aqueles poucos momentos de plenitude me bastavam. E agora tudo que queria era poder voltar, voltar naqueles pequenos momentos exaustos de felicidade, voltar naqueles silêncios preenchidos com você tocando violão, voltar pra sensação de dormir no seu peito e acordar com você me apertando. Penso em você o dia todo, vejo coisas que me recordam você, ouço coisas que queria tanto te dizer, e quantos e quantos textos parecem terem sido escritos pra nós dois. E as músicas?Puts!Nem se fala.... Mas um dia acaba, não existe essa coisa de tempo, você não está comigo e eu não estou com você. Ponto!O que mais queria era me abrir inteira pra você, e queria que você me entendesse, e queria continuar junto, continuar apertado, em qualquer lugar, em qualquer cidade, em qualquer casa. Eu iria com você pra qualquer canto desse mundo, teria filhos, cumpriria promessas, viveria somente o cotidiano e o tédio de um amor alargado. Me abriria inteira, rasgaria toda e qualquer máscara, jogaria todo ego pela janela, eu iria com você!Porque com você a vida vale a pena, porque com você meus dias criam sentidos inigualáveis, porque com você eu me entrego. Mas nem tudo são flores, ou rosas, ou margaridas. Você é o amor da minha vida, o meu homem, meu cara, minha pessoa. Ninguém entende, nem eu entendo, nem você. Fico pensando todos os dias qual foi o momento do erro, da falha, mas e ai?Não adianta.....

Queria te dizer tanta coisa, tanta!Estou cansada meu amor, estou cansada da vida, estou cansada de perder tanto. Não sei mais como vou seguir os meus dias, talvez eu mude, talvez eu fique, talvez eu volte. Só não aguento mais a vida da maneira como ela tem caminhado. Casa comigo?a gente vai embora para o Trapiche, pra Europa, pra qualquer país da América Latina ou para o interior de algum estado afastado do mundo. Casa comigo?!Vamos viver só de amor, vamos viver só dos nossos silêncios e compartilhar nossas angustias. Seria bom se fosse tudo tão fácil assim. Mas quem disse que não é?O que nos impede?O medo?A vergonha?ou será mesmo a falta de amor?Eu não sei. Estou indo, estou deixando, descontinuando. Meu peito tem doído de mais, e viver assim é foda!Literalmente uma foda mal dada, uma foda mal comida, uma foda mal amada. Vou cuidar das crianças na rua, vou me inscrever em um programa de voluntários da África, ou simplesmente parar. Dormir, esquentar os pés na beirada do fogo. A vida é bonita, a gente pode fazer tanta coisa, descobrir tantas outras. Cheguei no meu limite, e essa vida de faltas, recessões, prisões, medos e receios não é pra mim. Tem tanto livro bonito pra ser lido, tanta cidade bonita pra ser visitada, tanta gente querendo somente o amor. E o que somos nós no meio de tudo isso?O que é a construção diária de ser?Como vivemos?Como amamos?e pra quê?Nada tem sentido, nada além da vida simplesmente. Paz?Acho que o mundo perdeu a sua a partir do momento que foram criadas nossas individualidades. Cada um na sua dor, cada um no seu momento, cada um no seu espírito. Vivemos não sei pra quê e caminhamos não sei pra onde. Perdemos o que de melhor tínhamos, um ao outro. Nos enfiamos em butecos, em faculdades, em trabalhos. Nos trancamos em nossas casas, nos nossos mundos, nos nossos medos. Deixamos de acreditar no essencial, deixamos de bem querer o principal, A Grande Entrega!Onde existe terra existe também a lama, onde existe sol existe também a sombra, onde nasce uma flor é porque ali já morreu a vida. Os lugares são continuamente ocupados, devastados, engeridos. E qual o sentido?Já perdi a esperança de procurar algum. Não existe sentido pra nada, não existe sentido pras coisas, elas simplesmente estão, simplesmente são.

Amo você. Apesar da dor, amo você. E não me importa mais se o fim foi assim mesmo, se o sonho acabou, se a gente não se entende mais. Só sei desse amor, só sei disso que é tão grande e tão forte, disso que tenho cravado aqui dentro com tanta certeza e tanta vontade.

Tenho uma grande amiga que perdeu a mãe, e ela a amava e ainda ama e vai amar sempre. Perdeu a presença dela, a fala dela, a vida dela, o que fica é só esse amor enraizado no peito.

Ontem rezei bastante, e pedi a Deus que te abençoasse. Te desejo as coisas mais lindas do mundo, te desejo as pessoas mais belas, os sorrisos mais sinceros, as melhores trocas e os melhores momentos. Te desejo muito amor e paz na vida. Que você fique inteiro, vivo, bem, feliz!

Desculpa o desespero, a falta de controle, o medo da verdade, a ferida da infância. Me perdoa por não ter ido mais fundo, deveria ter acredito mais, confiado mais, respeitado mais. Devia ter ficado calada, tido calma e menos medo. Mas essa fui eu assim, sou eu agora e não sei o que sou eu amanhã. Desculpa minhas chatices, minha casa que não existe, meu canto que nunca te entreguei. Me perdoa tanta entrega, porque dei tanto que quando olhei pra dentro tinha perdido muita coisa. Você me ensinou que no silêncio também se ama, na falta também se ama, na dúvida também se ama, no erro também se ama e nos braços de qualquer outro também se quer.

Um dia a gente se esbarra, a gente se encontra, um dia.... talvez... A gente se entenda.

E talvez toda essa escrita não passe de sonho, de algo que criei pra mim e você não entenda, não se reconheça, não me reconheça. Não importa. Só quero que saiba que.



Escrito por Ladyday às 19h01
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Nada mais é tão bonito assim

 

Eu só desejei ser as melhores coisas. Só desejava no meio da vida as melhores dela. Mas ai a gente arranca, se estrepa. A única coisa que fica é esse aperto apertado no meio do peito. Quando acordo, quando levando....um choro que dura dois segundos, e seca. Seca pela fraqueza de saber que nada adianta. Chega!Como escolhemos outra estrada?não sei... Vou seguindo os dias procurando alguma coisa como. Procurando algo que se pareça com. Vivendo de coisas que me façam acreditar em. E Deus diz que passa, diz que aguenta. Tô ainda procurando a parte cor-de-rosa da história. O único problema é que não sou boa o suficiente com as palavras, elas sempre me calam primeiro e eu fico. Finjo que acredito, mas palavras são só palavras, é a única coisa que sinto. O resto?o resto eu invento. Quando a cara fica colada na minha e o calor bem perto é que sinto de verdade. E nisso eu sinto o que?Algo bem diferente de todos esses discursos, algo bem distinto de tudo que diz acreditar. Fico doce como mel, fico fina como água e me calo. Nada mais adianta, e essa é a pior dor. Nada mais entre nós dois tem mais tanta beleza assim....



Escrito por Ladyday às 18h51
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Ame.

E foi assim que eu te detestei!Como se existisse em mim alguma coisa maior que eu. E la dentro a gente convergia, sabia que a aspereza da convivência arrepiava. Entreguei você pra toda essa alma que se perde tanto e não sabe o porque. E la se foi ela mais uma vez. Sem colo, sem braço!Arrancando das paredes os pedaços restantes. Aquela sobra, aquele ranço. Em cada parte havia ficado alguma partícula minuscula daquele sonho, o difícil era a remoção. E ela não pensa, não cria, não age. Secou a fonte mais pura de si mesma. Entranhada na sua boca a criatividade dela, a felicidade dela, a verdade dela, a vida dela, o santo dela, os quadros dela, o texto dela, a bunda dela, a buceta dela, a sinceridade dela, a sensibilidade dela, o discurso dela, a poesia dela, tudo tudo e mais um todo....tudo!Tudo roubado sem o menor arrependimento. Usurpado da complexidade dela. Arrancado com os dentes das entranhas dela. Sozinha no quarto ela vocifera. Chora pela nudez desconhecida, aquele frio que gela e treme os ossos do corpo. Aquele medo do medo sem ninguém. Aquele vazio, o pior de tudo, aquele vazio frio e gélido perdendo ela. Dela e. Nada que adiante. E la vai ele com as coisas dela, junto de outra, de outro.... carrega na pele tudo q foi sugado e chupado. De quem é culpa?se bem que não acredito em culpados, acredito na vida e no individuo. A partir do momento que reconheçamos o quê há de mais complexo, animal, sensorial, indiferente, contraditório e humano existiremos como criaturas divinas e seres apaixonados. Ame. Isso é a verdade incondicional, ame apesar de qualquer coisa, não importa onde, não importa como, não importa quem. Ame o mendigo da esquina, o entregador de pizza, a mulher do supermercado, o professor da faculdade e o amigo mais íntimo!Ame!essa é a base da salvação humana, quando se ama se entrega!Sem barreiras, sem receios, sem medos imbecis do social, do ego, do outro.... Ame!Essa é a profissão e a filosofia de estar no mundo.



Escrito por Ladyday às 00h25
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Minha Maristela

 

Maristela gritava de dor e pânico. Sua solidão ardia. Era composta de pedaços mal feitos, quem a construiu esqueceu-se de ditar as formulas de manuseio. Nossa pequena boneca carregava no peito aqueles insetos enormes que denominava “A dor”.Aquilo tudo parecia abstrato de mais, mas nossa pequena menina sentia. Mesmo gritando, se escondia. Tinha medo daquela loucura que a rodeava, assim como as formigas espreitam os doces esquecidos na mesa. Sua cara era comum. Matinha uma bela aparência apresentável. E naquele instante de descontrole aceitava dentro de si a insanidade. As perguntas no cérebro não sessavam, constantes ataques de horror. Isso não é humanidade? Se perguntava ela sempre que perdia a si mesma. E todos os que existem sobre a terra não carregam em si essa inconstância de ser? Será isso loucura meu deus? Rejeitava qualquer forma de tratamento. Não que Maristela já tenha procurado um médico. Não é isso!Ela simplesmente se dividia em duas, e aquele eu composto de formalismos normais e aceitáveis socialmente sugeria a outra parte sua que procurasse imediatamente um médico. Mas nossa boneca dupla negava qualquer possibilidade de aceitação de um possível desvio de personalidade. Perguntava-se sempre se não somos todos muito loucos, perdidos em si..Desesperados. Talvez!Pra acalmar as perguntas ela tentava dormir. Insonias frequentes a perseguiam pela madrugada. E aquela mania de perseguição vivia arrastando nosso pequeno bibelô a um estado de depressão profunda. Mas sua dupla, seu eu que se dividia, sua companheira que criou para si, que tinha o mesmo nome, a mesma altura e a mesma idade, acabava se tornando uma especie de amizade fiel. Aconselhava Maristela como se aconselham os filhos, o problema é que nossa menina não ouvia. Não, não é isso!Ouvir ela ouvia, sim, mas negava qualquer instancia de argumentação alheia, e pra agravar a situação o advogado de defesa e de ataque, não era nada mais nada menos que ela mesma. Vivia se confundido com a maneira que escolheu de definir e de agir. Por hora mantinha um comportamento sensato, mas no momento seguinte era mergulhada na duvida perniciosa e delirante. Pobre menina, nem sabia direito onde colocar os pés. Talvez isso seja normal, é talvez!dizia nossa pequena moça para si. Não que ela não fosse uma pessoa normal, mas se perguntava de mais sobre isso, e perguntas em excesso confundem nossas cabeças doentes. Metade dela trabalhava feliz, queria casa, filhos, amigos. O problema central era diagnosticado na outra metade viva. Detestava tudo e qualquer coisa e se segurava com as unhas e uivava sempre quando os insetos à atormentavam incessantemente. A grande questão aparecia quando a parte inferior de si se questionava sobre os insetos. A solidão gritava como recém nascido. Porque ambas as partes se perdiam nas respostas. Você acredita que um ser humano possa enlouquecer com consciência?



Escrito por Ladyday às 00h21
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25 de maio...também

 

Tenho tentado!

Bem...as emoções me atropelam!Afim de recomeçar do começo...do ponto em diante. Me usurparam de mim!E eu nem sei!Fui perdendo pelo caminho as peças do meu jogo. Sabe aquelas coisas que perdemos sem ver?Pois é... Perdi!E hoje to aqui, a flor da pele, desejando um carinho incalculável!Bem?Talvez...Só desejo!Desejo de ter gente inteira de mais do meu lado!Feliz de mais...Triste de mais...Viva de mais!Sou aquele tipo de mulher que só quer se for pra ser muito, se for pra ser verdade, inteireza acima de qualquer coisa!”Nos perdemos pelo caminho”...Talvez seja isso!”Te desejo uma fé enorme!Me deseja uma coisa bem bonita também?!”



Escrito por Ladyday às 00h20
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25 de maio...mesmo ano

 

To com medo!A vida é uma enrascada excitante...E todos os dias, nenhum dia qualquer. Cheio de qualquer coisa, vazio de nada...Um nada asfixiante. Perigoso!Sobretudo perigoso. Era só certeza...só isso!Um mar propenso a inseguranças sinceras. Um céu solitário de si mesmo!Um buraco!Fixo!Fixa em mim...e ai?às vezes eu corro, desespero...depois....ah!Depois eu durmo!



Escrito por Ladyday às 00h19
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ESQUEMA

Uma imagem: Uma mão apetando a outra, em silêncio, no meio de uma avenida movimentada.

Um sentimento: Saudade

Uma falha: O medo

Uma história: Aquela que inventamos sem temer o buraco quando caímos na realidade

Uma pessoa: Mari

Um amigo: Willian

Um vinho: Aquele que esquenta

Uma vida: Qualquer uma que me traga a intensidade

Uma música: A do Zuza "Sentimento revestido de prata, Sentimento revestido de ouro, De amor mesmo meu broto,Entende o teu negão aqui do morro"

Um filme: "Tomates verdes fritos"

Um livro: Pessoa, Caio, Clarice....

Alguém: Aquela menina

Uma boca: Vermelha

Um sexo: O meu

Um amor: "Sou um homem de PAIXÕES"



Escrito por Ladyday às 12h50
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COSTUMES

Tenho me esfregado em trabalhos, frases e cigarros. Cansada de tanta oscilação. Queria que tudo tivesse continuado bem, sem esses resquícios doloridos e essa falta de fé que me embala quase a manhã inteira. Acreditei na gente, por um tempo jurei que tudo daria certo e que a vida podia doer menos. Ilusão!eu que sempre me escondi dela, vivo caindo nesse buraco amargo que é a existência. Me forço a acreditar que é tudo uma questão de costume, e talvez seja mesmo!Me acostumei as longas conversas e aquele sexo inebriante. Tudo uma questão de costume, forço-me a acreditar. Me acostumo de novo a uma mão mais pequena, a um beijo mais denso, uma conversa mais longa. Me acostumo a um toque diferente, a um cheiro menos apodrecido a um gosto mais misturado e a uma pele menos macia. Me acostumo com outro corpo no meu quarto, com outras fotos na estante, outros textos e poemas. Me acostumo a alguém que me queira mais, a alguém que me queira menos. Me acostumo a uma fé instantânea e a uma ilusão de encontro eterno. Acostumo e desacostumo. E peço a deus que os dias passem mais depressa, que o frio umedeça meus tragos exagerados. Me acostumei a um, me acostumo a outro e me desacostumo do mesmo, tudo uma questão de tempo. Forço-me a acreditar. Amei e desamei, e é essa seca de amor em mim o que mais aperta. Me acostumei ao amor, desacostumar dele é coisa mais difícil que se desacostumar de alguém.



Escrito por Ladyday às 22h27
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NÃO ACREDITO MAIS

Essa dificuldade tremenda em acreditar

Porque?

Eu minto, você mente...

E ai?

FIzemos tudo simplesmente da forma errada

E eu sei que a forma errada acontece porque não nos entendemos

Complexos...

Você precisa entender que sou meio bruxa, bruxa de mais

E eu sei

Ah como eu sei meu amor

Eu sei quando a distância aumenta

Eu sei quando você parte

Me parte

Te parto em pedaços inconstantes dentro de mim

Te parto e te anulo

E depois você vem

É isso

Você vem e eu não queria que você viesse

Sai

Vai

Vem

Some

Amo-te

esquece

Me perdoa

Não te perdoo

Sai

Vem

Esquece

Me esquece

Te esqueço

Te amo

Você não me ama

Que problema

Que grande e imenso problema meu

Só isso

Sai.



Escrito por Ladyday às 22h25
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